7.9.09



mãe
caetano veloso


Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses não
Imensa solidão
Eu sou um Rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarra, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estais
És para mim que nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
e nunca chego a ti

3 comentários:

Raoni Bories disse...

olá, júlia!

estava procurando lugares como seu blog. não sei descrever bem o 'como'. talvez cheio de poesia, eu acho. fuçando por aqui eu descobri um projeto (seu?) chamado "12 exemplares", muito bom. quem sabe poderiamos trocar algumas idéias sobre ele algum dia... fiquei surpreso tb pq vc mantém um blog em parceria com a sabina anzuategui. participo de um projeto sobre roteiristas, e ela já gravou com o pessoal, falando sobre o "desmundo". enfim, espero que não se incomode de eu sempre bisbilhotar por aqui. desculpe o comentário quilométrico.

abraços,
r.

Tata Marques disse...

Adoro esta música, e acho que é neste disco que tem Vitrines do Chico que eu tb adoro.
Aliás, eu tb adoro o Fatal, que meus amigos riem porque sempre confundo e chamo de Total.
Bjo.

júlia disse...

oi, Raoni, não tem que pedir desculpas por nada, não. eu gosto de comentários, ainda mais os quilometricos. fique à vontade.
eu e a sabina participamos no passado de um blogue, o sete linhas, que continua na internet mas ainda não escrevemos mais nele não.
o 12 exemplares é um projeto meu, sim. se quiser conversar sobre ele ou outras coisas, é só dizer.

- -
tata

o fatal é um dos discos da minha vida!

beijos!

 

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