31.8.08

de ironias e ervas

perspectiva

duzentos mil coches pela autoestrada a fugir do furacao
acordo em paris com dor de garganta por uma corrente de ar na nuca durante a festa


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primeiro escrevi que escrevo como quem corta o mato a abrir uma clareira, abrindo o mato para pelo caminho passar, ou simplesmente poder dormir em um espaco a chao aberto
pensei que havia escrito isso e quando voltei a anotacao percebi que escrevi: "escrevo como quem corta o mato dentro de uma clareira", e achei ironico que a clareira ja esteja feita e eu esteja sempre a cortar um mato imaginario
(ironico. e um pouco triste que eu ainda escreva como quem pede desculpas por isso)

nao sei se è lope de vega ou quevedo, mas escreveu que escrever è como
arar o mar

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se felicidade se chama meios de transportes
felicidade è ovo frito no pequeno-almoco e highway 61 revisited no aparelho de som da sala 

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em milao assinei um abaixo-assinado do povo italiano contra o uso de drogas pelos jovens
e amanha bem cedo volto a amsterdam 

7 comentários:

José Américo de Melo disse...

Don't take too much, too much...

dilettante23 disse...

Ignore this terrible drug.

agente laranja disse...

As vezes eu procuro a atitude mais sem significado de todas. Por isso, me identifico.

marcio leandro disse...

dizem que na itália ainda se acham católicos. alguns.

José Américo de Melo disse...

It seems she took too much.

UP! disse...

Estava nas minhas andanças pelos blogs, econtrei o "sete linhas" e depois este teu. Gostei muito dos textos. Vou adicioná-lo na minha lista de blogs. Abraço.

BêbÉT/Ocica's disse...

haha!
ironi-cidade!
volumismo de loucura...

muy bueno!

 

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