27.3.07

olho para o lado no corredor lembrando de você, se você não vem? vejo um outro que me lembra você, do lado de quem vem, procurando por alguém.
ele está apaixonado. faz dias que eu vejo e sei: aquele homem está apaixonado esperando, procurando com os olhos ela que não chega. todo dia é a mesma coisa: ele, apaixonado, fica inquieto onde não deve, não consegue só se sentar e esperar, ele está consumido, não deve dormir nem comer direito,
está consumido, como todos nós seremosoufomos, os incinerados pelo amor que não chega. ou que chegou e a gente não sabe oquemaisquerer?
isso porque, horas antes,
oprofessordeliteratura dizia com risinhos da tópica ingênua do amor no lixodoromance em questão: "como se a paixão fosse uma doença". eu deveria ter abordado uma questão de indignação? vou levar o moço que acompanho com os olhos a vivência da falta, levarei a mim mesma num tribunal e uma dúzia de amigos justos
mas você, se você chegar e quiser participar da nossa turma te daremos suas cinzas. vão rir de você, gargalharemos dos seus fingimentos, da sua ridícula parecência.
não vem que não tem, meu bem. eu agora não sou mais fatual.

2 comentários:

Marcio disse...

muito bom, júlia. sinto falta dos seus textos...

Jeferson Ferreira disse...

amor que não dói não vale.

 

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