9.6.06

da justiça e da concórdia

embora me faltem aspectos mais convincentes, posso afirmar que a década de 60 existiu no brasil.
em 1967, em meio a toda e-fe-rrr-ve-cênnnn-cia dos festivais de canções, havia um programa televisivo chamado "um instante, maestro!". acho que em todos era assim, o público participava no auditório, que era 'um poleiro para o público tocado como gado', segundo o tinhorão. mas o que eu noto é que o comando do microfone era feito por homens de gravatas borboletas (ainda é?) e a nara leão dividiu os ânimos de uma platéia entre indignação e frisson por aparecer com uma saia 5 dedos acima do joelho. pelo que pesquisei, já havia o trajar-se de bolinhas, mas na época se dizia que na casa do bolinha, confesso, não gostei do jeito da glorinha, toda assanhada, nunca vi igual, trocava mil beijocas com o raposo no quintal. se 'bolinha's, como vocês notaram, eram as desse tipo, as gravatas, por sua vez, eram da estampa lisa.
já as mentalidades existiam de todos os tipos e dores. dizem que até hoje é assim, ainda mais nesse momento democrático, aves de rapina e momentos democráticos democrático momento de rapina democráticos contrariam-se de tempos em tempos, enfim, enfim,
o apresentador de "um instante, maestro!", que não me recordo o nome, mas era maestro, cismou inflamadamente contra os versos da canção do jovem (e cacheado) caetano veloso na irresistível alegria, alegria já que as primeiras letras das palavras em:
"(sem) Lenço Sem Documento" eram as siglas de L.S.D.
ao que caetano respondeu que eram mesmo uma citação das iniciais de:
Louvado Seja Deus.

contada a anedota, agora me importo com a vontade de posicionamento dos critérios. era o universo tchubiruubi, das vaias enérgicas, acaloradas declarações de amor. mas nesse ano, bem, já nós

nós somos não há morte não há prazer nós, abstêmios da direção,
nós somos abstêmios da direção.

7 comentários:

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os olhos cheios de cores

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era o flávio cavalcante, não?

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inclusive, o mesmo flávio cavalcante que afirmou que o tom zé era uma porcaria(Flávio Cavalcanti disse na TV que "Não Buzine" e "Parque Industrial" não eram música. Não chegou a quebrar o disco, ele só quebrava discos de música caipira. Aliás, foi por esse motivo que fiz "Sabor de Burrice" como música caipira. Não que eu tivesse esperança que ele ouvisse o disco, mas era naquilo que residia a coisa mais sedentária, a ditadura musical. Para mim, era um desagravo à música caipira. Tínhamos a ilusão de que eles fossem gostar. Procuramos Tonico e Tinoco para gravá-la. Nos receberam desconfiados, ouviram e não quiseram, acharam que era pilhéria. De fato, podia até ser. -- tom zé).

senhoritah disse...

era breno, o flávio cavalcante mesmo. eu estou escrevendo um trabalho sobre 'tropicália' e a vanguarda e está sendo muito interessante, porque pela primeira vez na vida fui ler sobre o assunto e, mais ainda, sobre o meu querido caetano veloso. o que você contou do tom zé virou texto lá no meu texto. se o professor fosse menos allemongues eu colocava que a citação veio de você, no comentário do meu blogue, mas ele é séRRissimo e pode não entender.
de qualquer maneira, se você quiser depois eu te mostro o texto. talvez fique interessante. um beijo.

senhoritah disse...

isso significa que: 'será que allemongues não gostam de trabalhos acadêmicos ousados'?

emmanuel wilhelm disse...

"até em questão de vanguarda eles são convencionais".

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está tudo no site do tom zé. já viu? é muito bom, bem completo.

 

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